PESSOAS QUE INSPIRAM!

Os participantes da Oficina da Palavra, realizada pelas voluntárias Eleonora Caselato e Helena Marchiolli, nos presenteiam com uma série de pessoas inspiradoras para o grupo, compartilhamos com você, para que esta energia chegue longe!

Carapicuíba,  janeiro de 2021

PESSOAS QUE INSPIRAM:

*Maya Angelou*
Seu verdadeiro nome era Marguerite Ann Johnson

Nascimento: abril de 1928 em St. Louis, Missouri EUA

>Morte: maio de 2014 em Winston-Salem, Carolina do Norte EUA

Foi poetisa, escritora, ativista de direitos civis e historiadora, entre outras coisas. Também foi atriz, dançarina e cantora.

Foi homenageada em 2021 com o lançamento da sua versão Barbie, como uma das “heroínas incríveis de seu tempo”, mulheres corajosas que assumiram riscos, mudaram regras e abriram caminho para que gerações de meninas sonhassem mais do que nunca.

Por meio de suas palavras e ações, ela desenvolveu uma capacidade única de criar conexões profundas com pessoas ao redor do mundo. Ela costumava dizer: “Escrevo a partir da perspectiva negra, mas viso o coração humano.” ❤ COMENTÁRIOS DOS PARTICIPANTES:
Imagem: Colaboração de Rosângela de Oliveira Gomes

Observei que hoje, na Oficina da Palavra, foi abordado o tema que se refere a Maya Angelou e a sua luta pela liberdade racial, principalmente sobre as mulheres. Então eu resolvi escrever um pouco sobre este tema, porque admiro muito. Vi na sua bravura e coragem uma decisão tomada, por uma mulher guerreira e disposta a tudo. Mas também sinto no meu coração uma grande tristeza, porque observo que ela tomou essa decisão depois de uma série de violências contra si própria e seus familiares, quando ela revela que foi abusada aos sete anos e que o seu irmão foi tragado pela droga mais terrível que existe até hoje. Se tudo isso não acontecesse seria bem melhor, porque pessoas como Angelou não precisariam se arriscar tanto.  Mas infelizmente, uma pequena parcela da sociedade, que hoje tanto se gaba em orgulho, parece querer jogar as suas vítimas sobre nossos ombros para que se um dia, caso eles venham a ser cobrados, não sejam responsabilizados. Por isso que muita gente hoje morre de fome, enquanto outros vivem na miséria comendo insetos e lixos. E nós aqui, nos afogando na pandemia, pedindo: pelo amor de Deus, me deixe respirar.  Raimundo Pereira Lima

Muito bem, Raimundo! Você foi pesquisar e trouxe mais informações sobre a Maya Angelou. São contribuições para o grupo. Parabéns!
Eleonora Sampaio Caselato

 

    *Bráulio Bessa Uchoa*

Nascimento: 23 de julho de 1985 em Alto Santo – CE
É um poeta, cordelista, declamador e palestrante brasileiro.
É o criador do projeto ‘Nação Nordestina’, que divulga a cultura do Nordeste na internet e que tem mais de um milhão de fãs/seguidores, o que o consagrou como ativista. Por tudo isso, Bráulio ganhou a alcunha de embaixador do Nordeste.
Seus vídeos na internet fizeram tanto sucesso que ele ganhou um quadro semanal no programa Encontro com Fátima Bernardes, da TV Globo, no qual ele apresenta a Cultura Nordestina sob um olhar poético.

A essência de um homem de verdade,
vem do pai pra formar um cidadão,
vem da mãe pra lhe dar educação,
e um menino vira homem de caráter.
Macho véi, com muita sinceridade,
eu lhe digo que aqui no meu sertão,
caráter e honestidade são coisas de criação,
tem família que sofre com sede e fome,
sem dinheiro, sem luxo e sem “sobrenome”,
12 filhos e nem um vira ladrão.
Bráulio Bessa

 


*Caio Fernando Loureiro de Abreu*
Nascimento: setembro de 1948 em Santiago do Boqueirão RS
Morte: fevereiro de 1996 em Porto Alegre RS
Escritor, jornalista
Foi autor de diversas obras (contos, crônicas, romances, novelas, poemas, literatura infantil, peças teatrais, cartas, crítica literária, etc.). Foi perseguido pela Ditadura Militar.
Recebeu vários prêmios pelas suas obras. Colaboração de Lindalva Luiza Fernandes

A vida é curta.
O amor é raro, agarre-o.
A raiva é ruim, jogue-a fora.
O medo é ridículo, enfrente-o.
Memórias são doces, saboreie-as.
Não as jogue fora.    Caio Fernando Abreu


*Cora Coralina*
Nascimento: 20 de agosto de 1889 em Cidade de Goiás GO
Morte: 10 de abril de 1985 em Goiânia GO
Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mais conhecida pelo pseudônimo de Cora Coralina, é um importante nome da literatura brasileira. Foi contista, cronista e poetisa.
Cora Coralina teve pouco acesso à escolaridade, tendo concluído apenas dois anos de ensino regular, mas muito jovem desenvolveu o gosto pela leitura e ainda na adolescência começou a escrever poesias e contos. Foi então que, aos 14 anos, criou o pseudônimo Cora Coralina – segundo a própria autora, havia muitas outras com o nome Ana habitando a Cidade de Goiás, justamente por ser Santa Ana a padroeira do município. Aprendeu a datilografar com 70 anos e, em 1965, publicou finalmente seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais.

Colaboração de Rosângela de Oliveira Gomes

 

Das Pedras

Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,

um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida…
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.
Cora Coralina


  *Branca Alves de Lima*
Nascimento: agosto de 1910 em São Paulo SP
Morte: janeiro de 2001 em São Paulo SP

Caminho Suave é uma obra didática, uma cartilha de alfabetização, concebida pela educadora brasileira Branca Alves de Lima, que se tornou um fenômeno editorial. De acordo com o centro de referência em educação Mário Covas, calcula-se que, desde 1948, quando teve sua primeira edição, até meados da década de 1990 foram vendidos 40 milhões de exemplares dessa cartilha. Em 1995, Caminho Suave foi retirada do catálogo do Ministério da Educação, portanto não mais válida em favor da alfabetização baseada no construtivismo. Apesar de não ser mais um método oficial de alfabetização dos brasileiros, a cartilha de Branca Alves de Lima ainda vende cerca de 10.000 exemplares.
A Educadora formou-se na escola normal do Brás, atual Escola Estadual Padre Anchieta, em 1929. Lecionou por 15 anos no ensino fundamental, com extraordinários resultados. Publicou em 1948 a cartilha Caminho Suave com a intenção de contribuir para a extinção do analfabetismo em nossa pátria. A cartilha foi um fenômeno editorial, mais de 48 milhões dos brasileiros adultos foram alfabetizados com ela. Branca Alves de Lima nasceu, viveu e morreu na capital de São Paulo. Morreu aos 91 anos, em 2001.
Colaboração de Imaculada Moura

Parabéns Imaculada, eu estudei com essa cartilha e não sabia e nem lembrava desta autora, eu
adorava estudar nela…
Sueli Fátima Vendrami

Eu também estudei com essa cartilha e os meus filhos também, e ainda tenho a que os meus
filhos aprenderam.
Helena Escudero

Imaculada e Helena!
Eu também me alfabetizei com esta cartilha.
Nem sabia que ela ainda era editada e vendida!! Vi que custa 40 reais, no Magazine Luiza.
Está na 133° edição! Que loucura.
Helena Maria Marchiolli

A capa da minha era esta, em Ano 1968
Helena Escudero

Oi Helena, esta também foi a minha!
Helena Marchiolli

 

 

 

 

 

*Djamila Ribeiro*

Nascimento: agosto de 1980 em Santos SP
Djamila Taís Ribeiro dos Santos é uma filósofa, feminista negra, escritora e acadêmica brasileira. É pesquisadora e mestra em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo. Tornou-se conhecida no país por seu ativismo na Internet, atualmente é colunista do jornal Folha de S. Paulo.

Pequeno Manual Antirracista é um de seus livros.

É importante a gente desmistificar quem é este sujeito que escreve. Geralmente, o que é mostrado para nós é escrito por homens brancos, ricos ou europeus, como se nós não produzíssemos saber também, como se não estivéssemos escrevendo a História. Poder mostrar isso para as pessoas é fundamental. Escritores de diferentes lugares, as pessoas que vêm da periferia também são sujeitos pensantes, que produzem, sujeitos que escrevem. Isso gera uma identificação em pessoas que nunca foram vistas como produtoras. Há uma identificação com o que está sendo escrito e com o que se escreve. O leitor consegue se ver nestas pessoas.
Djamila Ribeiro

Aqui no Brasil, como se criou esse mito da “democracia racial” de que todo mundo se ama e todo mundo é legal, muitas vezes o próprio sujeito negro tem dificuldade para entender que nossa sociedade é racista.
Djamila Ribeiro

Colaboração de Rosângela de Oliveira Gomes

 

*Fernando Pessoa*
Nascimento: junho de 1888 em Lisboa, Portugal
Morte: novembro de 1935 em Lisboa, Portugal
Poeta, filósofo e escritor português. Colaboração de Rosangela de Oliveira Gomes

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P’ra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…
Fernando Pessoa
Colaboração de Severino Lino da Silva

À minha querida mamã
Ó terras de Portugal
Ó terras onde eu nasci
Por muito que goste delas
Inda gosto mais de ti.
Fernando Pessoa

 

*João Guimarães Rosa*
Nascimento: junho de 1908 em Cordisburgo MG
Morte: novembro de 1967 no Rio de Janeiro RJ
Hoje eu vou dar início ao novo modelo de redação, pela Oficina da Palavra. O tema é a biografia do escritor Guimarães Rosa, que nasceu em 1908 e faleceu em 1967. Foi escritor brasileiro e também médico e diplomata. Sua principal obra foi Grande Sertão: Veredas, que é considerada uma obra prima da literatura brasileira.
Desde cedo mostrou interesse por literatura e pela natureza, em 1918 foi para Belo Horizonte.
Formou-se médico em 1930, exerceu a medicina no nono batalhão de infantaria em Barbacena e pelo interior do Estado de Minas Gerais, onde recolheu importante material para suas obras.
Foi diplomata entre os anos de 1938 e1944.
Poliglota, falava mais de nove idiomas. Criador de vários contos e romances, mas foi em Grande Sertão: Veredas, que o escritor demonstrou todo seu conhecimento das diversidades linguísticas. Nas suas obras, Guimarães Rosa fez uso do material de origem regional, para uma interpretação mítica da realidade, através de símbolos e matéria de validade universal, a experiência humana meditada e recriada mediante a uma revolução formal e estilística.

E aqui uma particularidade minha, apesar de já ter lido um livro de Guimarães Rosa, não me lembro de ter ouvido falar que ele era natural de Minas Gerais, nem que ele era médico e que tinha assumido a Academia de Letras e faleceu três dias após o ato cerimonial.
Raimundo Pereira Lima

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”
Guimarães Rosa

 

*Antônio Gonçalves Dias*
Nascimento: agosto de 1823 em Caxias MA
Morte: novembro de 1864 em Guimarães MA
Foi poeta, advogado, jornalista, etnógrafo e teatrólogo brasileiro.
É famoso por ter escrito o poema Canção do Exílio.
Foi um ávido pesquisador das línguas indígenas e do folclore brasileiro.

Canção do Exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem q;inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Gonçalves Dias
Coimbra, julho, 1843

Esses versos são lembranças da minha infância.
Colaboração de Helena Escudero

 

*José Paulo Paes*
Nascimento: julho de 1926 em Taquaritinga SP
Morte: 1998 em São Paulo SP
Poeta, tradutor, crítico literário.
Colaboração de Rosângela de Oliveira Gomes

Quando Cabral o descobriu,
Será que o Brasil sentiu frio?
Diz a história que os índios comeram bispo Sardinha.
Mas como foi que eles conseguiram abrir a latinha?
Qual o mais velho, diga num segundo:
D. Pedro I ou D. Pedro II?
De que cor era mesmo (eu nunca decoro)
O cavalo branco do Marechal Deodoro?
José Paulo Paes

 

*Mário Quintana*
Nascimento: julho de 1906 em Alegrete RS
Morte: maio de 1994 em Porto Alegre RS
Poeta, escritor, jornalista, tradutor. Mario Quintana é um dos grandes nomes da literatura brasileira. Considerado o “poeta das coisas simples”, seus escritos possuem uma linguagem clara e acessível.
Mário escreveu obras poéticas e infanto-juvenis. Apoiado em temas como o amor, o tempo e a natureza.

Da preguiça
Suave preguiça, que do mau-querer
E de tolices mil ao abrigo nos pões…
Por causa tua, quantas más ações
Deixei de cometer!
Mario Quintana
Colaboração de Helena Marchiolli

Os degraus
Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos – onde
Os deuses, por trás das máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!

E é um sonho louco esse nosso mundo…
Mario Quintana
Colaboração de Rosângela de Oliveira Gomes

 

*Patativa do Assaré*
Nascimento: março de 1909 em Assaré CE
Morte: julho de 2002 em Assaré CE

Antonio Gonçalves da Silva, que ficou conhecido como Patativa do Assaré, foi um dos maiores músicos, poetas e compositores da música popular regional brasileira. Seus poemas e versos ficaram eternizados através de suas obras literárias e vídeos gravados do poeta que são hoje encontrados com facilidade internet. Natural do Ceará, Patativa do Assaré possui uma das mais complexas e celebradas obras literárias de cordel.
Severino da Silva Lino

Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome, pergunto o que há?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará.
Patativa do Assaré
Colaboração de Severino da Silva Lino

Esse eu vou registrar no meu caderno.
Imaculada Moura
Muito legal fazer isso, Imaculada!
Eleonora Sampaio Caselato

 

*Alexis Valdés*

Nascimento: agosto de 1963 em Havana – Cuba
Ator, comediante, produtor de filmes, poeta, cantor e escritor.

Na reunião desta semana continuamos a contar uma história ou uma poesia. Encontrei uma poesia de 1800, na época de uma epidemia de uma peste.

“Todos queremos que reconheçam a autoria do que fazemos, porque é como um filho que se tem. Mas já sabemos como são as redes sociais: as pessoas dizem coisas sem refletir e sem confirmar”, disse Valdés.

Em resumo, é falso que o poema “Esperança”, também conhecido como “Quando a tempestade passar”, tenha sido escrito no século XIX por K. O’Meara. O texto pertence ao ator e humorista cubano Alexis Valdés, que publicou-o pela primeira vez em sua conta no Instagram em março de 2020.

Esperança

Quando a tempestade passar

E se amansem as estradas

E sejamos sobreviventes

de um naufrágio coletivo.

Com o coração choroso

e o destino abençoado

nos sentiremos bem-aventurados

Tão só por estarmos vivos.

E nós daremos um abraço

ao primeiro desconhecido,

louvaremos a sorte

de conservar um amigo.

 

E aí nós lembraremos

Tudo aquilo que perdemos

e de uma vez aprenderemos

tudo o que não tínhamos aprendido.

 

Não teremos mais inveja

pois todos sofreram.

Não teremos mais desatenção

Seremos mais compassivos.

Valerá mais o que é de todos

Que o nunca conseguido.

Seremos mais generosos

E muito mais comprometidos.

 

Nós entenderemos o frágil,

O que significa estar vivo.

transpiraremos empatia

por quem está e por quem se foi.

 

Sentiremos falta do velho

que pedia moedas no mercado,

não sabíamos seu nome

e sempre esteve ao nosso lado.

 

E talvez o velho pobre

Era Deus disfarçado.

Você nunca perguntou o nome

Porque você estava apressado.

 

E tudo será um milagre

E tudo será um legado.

E a vida será respeitada,

A vida que vencemos.

Quando a tempestade passar

Eu te peço Deus, triste.

Que nos tornes melhores.

como nos tinhas sonhado.

Alexis Valdés

 

 

 

 

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